Desde que nascemos aprendemos a dar valor as coisas que nos cercam.
Tudo que nos é importante, que nos é caro, que tem valor. O que para uns é indispensável, essencial, importante, para outros, são coisas banais. E falo de coisas, objetos, os quais aprendi a dar valor sem saber seu preço.
Mas, e como saber o exato grau de importância das pessoas que nos cercam?
Seriam aspessoas fungíveis e os objetos perenes?
Aprendemos mais a amar as coisas do que as pessoas e isso é fato!
Quando buscamos um amigo, a escolha nasce de uma necessidade, de um interesse e que serão facilmente substituídos, descartados quando surgir outros interesses. Grande amigos de outrora passam a ser meros conhecidos da infância ou adolescência. Justificamos dizendo "seguimos caminhos diferentes" mas, a verdade é que outros interesses surgiram. Poucas amizades sobrevivem ao tempo...
Assim também o são quanto aos amores, tão insignificantes após perder o encanto.
Observe quantos ex-amigos, casamentos desfeitos e, idosos abandonados em um asilo... Perderam sua importância, seu encanto, sua utilidade e ai, podemos trocá-los sem dó nem piedade pois é pra frente que se anda e, se já não podem mais nos acompanhar, que fiquem para trás...
Enquanto, ao mudar de endereço, todos objetos (mesmo as quinquilharias), nos acompanharão no caminhão de mudança...